Viajar sozinha
Comecei a viajar em 2015, fui numa viagem organizada e fui acompanhada pelo meu namorado, por amigos e outras pessoas. Em 2017, participei novamente numa viagem organizada. Em 2018, no início do ano fui a Londres com o meu namorado e no final do ano, andei pela 1ª vez sozinha de avião para ir visitá-lo enquanto ele esteve em Erasmus. Em 2019, fiz a minha 1ª viagem totalmente sozinha em direção a San Damiano Macra em Itália para ficar na casa de desconhecidos. Fui de avião até Milão, passeei por lá, apanhei um autocarro e fiz 5 horas até à pequena vila onde estavam à minha espera. Em Agosto, voltei a fazê-lo até Ingolstadt na Alemanha. E desde aí já visitei Bruxelas e Munique totalmente sozinha.
Primeiro que tudo viajar sozinha não é para mim. Não odeio fazê-lo, faz-me crescer e tem muitos pontos positivos. Mas a verdade é que eu gosto de partilhar experiências com alguém, gosto de ter alguém com quem ir comentando o que estou a conhecer, com quem conversar, com quem me perder numa cidade nova. Gosto de perder a noção de onde estou ao confiar na pessoa com quem estou, eu até gosto de ter com quem me queixar de estar cansada e de me doerem os pés de tanto andar. E também gosto de ter alguém que me tire fotografias, juro que não fico bem em selfies.
Sozinha tenho que estar sempre mais alerta não me vá perder, tenho sempre medo de quem se aproxima de mim (aconteceu em Munique e quase fugi a sete pés, mas afinal era algo inofensivo), tenho sempre que planear bem por onde vou andar não vá ser perigoso, e também faço questão de não passear à noite. Resumindo, tenho muito mais cuidados a viajar sozinha. Desconfio de tudo e tenho medo de tudo.
Mas ao mesmo tempo, descobri que até sou boa a orientar-me e que não tenho que estar constantemente a olhar para os mapas do telemóvel, consegui ser mais poupada enquanto viajo, dou mais valor à minha própria companhia, posso ver o que quiser como quiser sem depender da opinião de outras pessoas. Descobri também que os mapas de transportes não são assim tão complicados de entender basta precisar mesmo de os compreender e conseguimos. Então quando não tenho mais ninguém tudo se torna mais fácil, sou eu e mais ninguém, e ou eu resolvo os problemas que aparecem ou nada feito.
Como tudo há pontos positivos e negativos quando viajamos sozinhos, sem dúvida que é algo que todos deviam fazer nem que fosse uma vez na vida. Quatro dias sozinhos fora da nossa zona de conforto podem ser quatro dias bastante enriquecedores.

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